Ela ressurgiu, depois de ter sumido em meio à multidão!
João, que já tinha o costume de ir àquele barzinho, com os amigos, aos sábados, agora passou a encarar aquele compromisso quase que como uma obrigação. Isso, porque em uma das idas ao barzinho, num sábado, ele viu aquela moça subindo a rua. Ela chamou a sua atenção. Como já disse antes, ela era magra, não esquelética. Tinha um corpo bonito, pelo que parecia. Os cabelos, cortados retos na altura dos ombros... Ah, e tinha os tornozelos, as pernas torneadas, pelo que ele se lembrava... Mas ela havia sumido em meio à multidão, quando o garçom chegou, no exato momento em que ela se aproximava, para oferecer uma cerveja. Foi naquele exato momento que ele perdeu a oportunidade de ver o rosto dela, tentar reconhecê-la, quem sabe. E a partir daquele sábado, sonhou com a moça, algumas noites. Chegou até a “ver” quem era, mas quando acordou, não se lembrava o nome, nem o rosto dela. A partir daquele dia foi crescendo nele a curiosidade, a vontade de vê-la novamente, quem sabe, trocar...