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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Um gosto amargo, de impotência...

  Tinha meus 14, quase 15 anos, quando trabalhava, já, no “Jornal de Minas”, em Belo Horizonte. Recém-admitido na função de linotipista, me sentia “o máximo”, visto que entrei na oficina daquele jornal, após meu irmão mais velho, o Silézio, conseguir uma vaga com o Cardoso (chefe da oficina gráfica do jornal), para eu aprender o ofício. Até me tornar linotipista, com carteira assinada e tudo, passei por um período de pouco mais que oito meses de aprendizado, limpando banheiros, varrendo oficina e fazendo favores aos funcionários da oficina do jornal, até que pude, primeiro, decorar o teclado com a máquina desligada e, depois, iniciar os primeiros passos no ofício.  Com pouco mais de seis meses de aprendizado eu já conseguia produzir igual a alguns profissionais mais antigos. Eram em torno de 1.200 linhas-dia, o que exigia um mínimo de 85 mil toques no teclado, durante as oito horas de trabalho. Mas era uma boa profissão, um grau mais elevado em uma oficina tipográfica, à época...